Iraguassú destaca que Fortaleza vivencia uma guerra civil diante da crescente violência

Vereador é líder do PDT na Câmara Municipal. Foto: Érika Fonseca.

Ao fazer uso do Grande Expediente, na sessão ordinária desta quarta-feira, 6, o vereador Iraguassú Filho (PDT), destacou que Fortaleza vivencia uma guerra civil e urbana diante da crescente violência que assola a capital. O parlamentar chamou atenção para a gravidade da situação e solicitou a integração do governo federal, estadual e municipal no planejamento de políticas públicas voltadas para a segurança.

“Vamos abordar um assunto importante que tem afetado a vida do cidadão. E falo aqui da insegurança, que tem sido um problema sério no nosso país. É um problema federal, é um problema onde cada um tem que assumir a sua responsabilidade. É um problema das nossas fronteiras onde não há uma fiscalização efetiva, e que resulta no tráfico de drogas ilícitas. É o conflito de facções, que acontece nas ruas, nos presídios e nos Centros Educacionais para adolescentes. E diante de tudo isso a gente se pergunta aonde vamos parar?”, questionou.

De acordo com o parlamentar, é comum os relatos de violência na capital. “Tivemos recentemente o caso de uma cidadã que teve a sua casa invadida por bandidos. Um amigo também passou pela mesma situação, e os bandidos levaram tudo. É cada vez mais comum. Muitas vezes quando vamos visitar as comunidades temos que pedir a autorização das facções para poder entrar. E é preciso baixar os vidros, ligar o pisca alerta. Lá mesmo no nosso querido Bom Jardim, tem determinados locais, que para entrar, tem que ter a autorização para passar a fronteira, por conta das facções. O próprio morador fica sujeito ao que manda a facção e muitas vezes fica sem ter acesso a serviços como posto de saúde, escola, por não poder cruzar determinada rua.”, relatou.

Segundo Iraguassú Filho, o governo estadual tem somado esforços para lidar com a violência. “A gente vê todo o esforço dos governadores. Ainda na gestão do Cid Gomes, quando aumentou o efetivo de policiais e agora na gestão do Camilo, que tem feito um investimento logístico não só na questão da estrutura como também através da promoção e valorização do profissional da segurança. O Raio teve a sua propagação maior, na capital, em julho a tropa foi ampliada, em setembro, com a força tática, mas nada disso conseguiu diminuir. Em agosto cresceu em 38% o número de homicídios no Estado.”, frisou.

Iraguassú chamou atenção para a gravidade da situação e para a responsabilidade do Poder Público. “Não estamos no Irã, na Síria ou no Iraque, mas aqui morre mais gente do que lá. Hoje são 25 mil presos no Ceará. Temos que abrir os olhos e chamar atenção das autoridades e lutar por uma cidade mais pacífica e com menos violência. Nos temos a nossa responsabilidade como parlamentares mas precisamos integrar ações do governo federal, estadual e municipal para combater essa violência.”, ressaltou.

PEC da Reforma Eleitoral
Pelo tempo do Pequeno Expediente, o vereador Iraguassú Filho (PDT) destacou a aprovação na Câmara dos Deputados, do texto base da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 282/16, que dispõe sobre diversos pontos da reforma política. Dentre eles, o que acaba com as coligações nas eleições proporcionais. De acordo com o parlamentar, o Congresso perde uma grande oportunidade de ter um avanço na legislação eleitoral.

“Estamos há um mês para que tudo aconteça e seja vigente essa legislação para as eleições de 2018. E no frigir dos ovos, quase nada se avançou. O Congresso está perdendo uma grande oportunidade de dar uma contribuição no pleito eleitoral. Não aguentamos mais corrupção, a população não aguenta mais ver denúncias atrás de denúncias. E deveria fazer uma reforma eleitoral, acabando coligação, acabando financiamento privado definitivamente. Não sou contra financiamento público de campanha, agora tem que fazer discussão, tem que ter debate. Se vai acabar coligação, que acabe, não venha criar federação. A justiça eleitoral tem que ser melhor provida e a fiscalização do recurso utilizado tem que ser mais rígida.”. destacou.

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