Cláudia propõe implantação de medidas de prevenção ao suicídio na rede pública de ensino de Fortaleza

Vereadora integra a bancada do PTC na Câmara Municipal. Foto: Genilson Lima

Pelo tempo do Pequeno Expediente, na sessão ordinária desta quinta-feira, 11, a vereadora Cláudia Gomes (PTC) apresentou o projeto de lei 135/2017, de sua autoria, que visa a implantação de medidas de prevenção ao suicídio na rede pública de ensino de Fortaleza. De acordo com a parlamentar, o aumento dos índices são um alerta para que o Poder Público adote medidas preventivas. A matéria encontra-se na Comissão de Legislação, aguardando parecer do relator Jorge Pinheiro (PSDC).

“Esse é um assunto tabu, pois muitos acreditam que ao abordamos o tema, estamos de certa forma incentivando a sua prática. Mas diante dos índices que só aumentam, se faz necessário sim debater e buscar medidas que evitem esse malefício.”, destacou. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde – OMS, o suicídio encontra-se, em nível mundial, entre as cinco principais causas de morte na faixa etária dos 15-19 anos e, no que se refere ao grupo etário dos 15-24 anos, corresponde à segunda causa de morte.

A parlamentar destacou que a adolescência é uma fase conturbada para muitos jovens. “Eu atendo jovens e venho observando o aumento constante de depressão, de tristeza. E sabemos que os principais fatores de risco para o suicídio são; depressão, histórico familiar de tentativa de suicídio e abuso de álcool e drogas. Infelizmente muitas vezes enxergamos tarde, por isso temos que orientar e capacitar os pais, responsáveis e a comunidade escolar para estarem atentos aos sinais apresentados pelos alunos. Assim eles serão capazes de identificar o problema e ajudarem.”, frisou.

Para Cláudia, é necessário que o ambiente escolar esteja preparado para acolher os alunos e oferecer apoio àqueles que necessitam. “Ao trabalhar focando a prevenção, é fundamental criar um espaço para que os jovens falem sobre os seus sentimentos. Prevenir o suicídio é função não somente da família, mas também da escola. O debate e a formação de grupos de apoio são formas de romper com o silêncio e permitir que os próprios adolescentes possam expor seus problemas e receber a orientação adequada.”, ressaltou.

A vereadora pediu o apoio dos pares para aprovação do projeto e informou ainda que pretende elaborar uma cartilha em parceria com a secretaria municipal de educação para ser distribuída nas escolas públicas e privadas. “Temos que fazer a orientação sobre esse tema que existe e é grave, a fim de prevenir a sua prática.”, pontuou.

Assessoria de Imprensa
Anna Regadas
Fone: +55 85 3444.8304
Instagram: @cmfoficial
Twitter: @camaracmf
Facebook: http://www.facebook.com/cmfor/