Audiência debate os mecanismos de acolhimento nas Unidades de Atenção Primária à Saúde

Auditório Ademar Arruda – Foto: Silmara Cavalcante

A Câmara Municipal de Fortaleza realizou na manhã desta sexta-feira, 9, uma audiência para discutir os novos mecanismos de acolhimento nas Unidades de Atenção Primária à Saúde. A iniciativa é do vereador Gardel Rolim (PPL), que considera a discussão importante para o eficiente funcionamento das unidades e o oferecimento de um serviço de qualidade aos usuários. O parlamentar ainda destacou que é preciso avançar em mecanismos de acolhimento.

“O acolhimento é o primeiro atendimento realizado aos usuários quando estes chegam aos postos de saúde. O profissional de enfermagem faz uma triagem, avaliando se o paciente necessita de um atendimento de urgência no próprio posto, se pode esperar por uma consulta posterior (que deverá ser marcada) ou se precisa se deslocar para outro equipamento de saúde.” De acordo com vereador, a audiência pública se faz necessária para ampliar o debate sobre a implementação e elaboração de novas técnicas de acolhimento, requalificação e aperfeiçoamento dos profissionais envolvidos no processo de apresentação, estruturação e operacionalização do modelo de Atenção Primária à Saúde adotado no Brasil e, especialmente, no município de Fortaleza.

Participaram do debate várias entidades que representaram a categoria de enfermagem, como a Associação Brasileira de Enfermagem (ABEN), Conselho Regional de Enfermagem (COREN) e o Sindicato dos Enfermeiros do Ceará. Todos apresentaram demandas bem semelhantes. A Daniele Vasconcelos que é conselheira fiscal da ABEN foi incisiva quando afirmou não ser possível discutir novas estratégicas de acolhimento sem debater de forma conjunta os riscos, a vulnerabilidade salarial dos enfermeiros, além da carga horária de 40h, que segundo a representante da ABEN é exaustiva e desumana.

“Como vamos falar em melhores estratégicas em acolhimento se não pensarmos na qualidade de vida e bem-estar desses trabalhadores que fazem parte desse processo. Trago essa reflexão, porque é profunda a angústia pela forma que o serviço de saúde está sendo organizado pelo Município. Como vou garantir qualidade, se esses profissionais trabalham sob carga horária exaustiva e demandas humanamente impossíveis. Não podemos discutir como aspectos pontuais, a satisfação do trabalhador está atrelada a qualidade do acolhimento”, ressaltou a conselheira da ABEN.

O Coordenador da Atenção Primária de Saúde do Município, Dr. Rui de Gouveia, representando a Secretária de Saúde de Fortaleza, dissertou sobre estratégias de acolhimento, como educação popular, além de ressaltar a importância da atenção primária como porta de entrada do Sistema. Dr. Rui também observou que para se obter um acolhimento de qualidade é preciso um bom planejamento das ações e uma equipe alinhada.

“Ninguém faz nada sozinho. E é esse resgate, desse sentido de equipe, que eu me comprometo. Porque o acolhimento é um trabalho de equipe, Não é o enfermeiro que faz o acolhimento, mas a Unidade. Não podemos jogar para o enfermeiro toda a responsabilidade. Essa é uma visão da secretária Dra. Joana Maciel, que oferece todo apoio à Coordenação da Atenção Primária, e com certeza um dos nossos compromissos é participar ativamente nas Unidades dos processos de organização das Unidades. Juntos nós vamos começar a construir isso aí, porque é só assim que vamos conseguir oferecer assistência de qualidade à população”, disse Dr. Rui.

Por fim, o vereador Gardel Rolim encaminhou que a discussão fosse aprofundada e propôs a criação de um fórum permanente para tratar das demandas. O parlamentar vai disponibilizar um espaço no site de seu mandato para receber sugestões e queixas sobre o assunto e depois irá compilar todo o material para em seguida sentar com as entidades, elaborar uma pauta e produzir uma carta de intenção para levá-la até o Executivo.

O debate contou com a participação da vereadora Marília do Posto (PRP); da assessora técnica da Secretaria de Saúde do Estado, Anne Karoline; do secretário da Regional III, Antônio Henrique; representando o Conselho Regional de Enfermagem, Verônica Sales; e a conselheira fiscal da Associação Brasileira de Enfermagem, Daniele Vasconcelos.

 

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